"Sábados de Leitura", sessão sobre o livro "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes | Reportagem Fotográfica | Maio 2024

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"Sábados de Leitura", sessão sobre o livro "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes

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Livro: Gineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta e tantos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo. Sujeitos à dureza do trabalho quando o conseguem arranjar, vadiando ou roubando para comer durante o resto do tempo, apesar de tudo - sonham.
A 1ª Edição teve capa e ilustrações de Álvaro Cunhal. O livro foi autorizado a circular em 1942, após leitura pelo próprio diretor dos Serviços de Censura, mas proibido quase trinta anos depois em Angola. Ao avaliá-lo em 1966, relatou o censor: “É um romance regionalista de análise crítica da vida miserável das populações ribeirinhas do Rio Tejo, na zona das Lezírias, fazendo realçar a injustiça, a exploração da miséria, resultado das desigualdades sociais, no que o livro não é justo, mas antes especula.”
Escritor: Joaquim Soeiro Pereira Gomes (Baião, 1909 – Lisboa, 1949) estudou em Espinho, em Coimbra (onde tirou o curso de regente agrícola) e trabalhou em Angola. Fixou-se em Alhandra e, a partir de 1939, começou a escrever no semanário oposicionista O Diabo. Tendo aderido ao PCP em 1937, passou à clandestinidade em 1944, sendo eleito para o Comité Central em 1946. Além de Esteiros, na sua bibliografia há ainda outro romance, Engrenagem (publicação póstuma em 1951), bem como recolhas de contos (Contos Vermelhos ou Refúgio Perdido e Outros Contos) e de crónicas. A sua correspondência com a mulher, Manuela Câncio dos Reis, está publicada no livro Eles Vieram de Madrugada (1981